terça-feira, 17 de maio de 2011

Não se vá




Espero que você não se vá
Se eu não tiver nada mais para te contar.
Não sei dizer, quem dirá?
Talvez numa segunda fria,
Ou num domingo de sol pela manhã.
É triste sim, eu sei
Duas pessoas em silêncio
Sempre dão tanto o que falar.
Então me espere na terça,
Ou depois de amanhã.
Quem sabe?
Na quinta ou sexta, no mais tardar
Eu direi:
Não se vá.



-Thiago Pethit

A Conjuntura




E se esvai, atravessando entre os vãos da minha alegria
No ritmo de um coração que acaba de se recuperar
Na expectativa de viver novamente.
Na infelicidade de uma dor sentida
Se ao menos eu pudesse agarrá-lo contra mim
Com a mesma ternura de tantos abraços
E me abrigar nas brechas do teu amor
Comprometendo-me a nunca deixá-lo
Navegar nas tuas palavras, e me desligar de tudo
Apenas tudo.
Saltou, alterou e se destacou no deserto da minha consciência
Fazendo minha razão se dissipar
Adormeceu minha sagacidade,
E derreteu os meus sentidos,
Aqueles que pelo menos eu ainda conseguia enxergar.
Esse sentimento único, que pra alguns é considerado benção
E pra outros maldição.
Sentimento que eu nunca hei de deixar ir embora.